Começa quase sempre com uma notificação no WhatsApp:
"Oi! Você faz o efeito fox?"
E aperta o estômago. Porque você não faz. Você sugere outra técnica… e ela some. Nem marca.
Mas tem uma versão pior. É quando ela marca. Senta na sua cadeira, pede o fox, você explica que não trabalha com esse e sugere outra técnica. Ela aceita. E você capricha como sempre — fica bonito, limpo, do seu jeito.
No fim, ela pega o espelho, olha, e diz: "ficou lindo, amei."
Só que você conhece esse olhar. E aquele "amei" era educação. No rosto dela estava escrito o que ela não teve coragem de falar: não era isso que eu queria.
Ela paga, agradece, vai embora simpática. E nunca mais volta. Foi fazer o fox com outra. Que agora atende ela todo mês.
Não é falta de talento. É que ninguém te mostrou como dominar os efeitos que o mercado está pedindo agora.


